França e Itália por Claudia Vendramin

Nossa viagem partiu de dois sonhos: eu sempre quis conhecer a França. A Isis, Itália. Já a Carla, ah essa topa tudo, então abraçou a ideia!

Nosso período da viagem foi de 30/09/2016 a 10/10/2016 e vou contar tudinho como foi.

(Eu, Carla e Isis)

Passamos 4 noites em Paris no Hotel Ibis Styles Tolbiac Bibliotéque, a 300 metros do Metrô Bibliotèque. Embora afastado da região central e turística foi uma ótima escolha. A linha 14 de metrô é nova e por isso mais cheirosa que as demais (em Paris quanto menor o número da linha, mais centralizado ela é, e o cheiro é fortíssimo nas mais antigas, mas essa será minha única reclamação da cidade). O apto triplo do Ibis tinha 3 camas de solteiro, uma das razões da nossa escolha. O atendimento e o café da manhã são muito bons com croissant e queijo brie todos os dias!

Uma prévia sobre Paris

Já posso dizer que 4 noites em Paris é pouco, mas com sonhos divididos tivemos que nos adaptar, então corremos bastante.

Não optamos pelos passes de Museu e nem de transportes (www.parispass.com), mas se você tiver mais tempo, vale super a pena. Sabíamos que não havia tempo para utilizar tudo que o passe oferece, portanto a dica é: avalie seu tempo e veja se serve para você. Optamos pela compra do Ticket T+, 10 unidades de metrô a cada compra, pois em Paris os tickets são individuais, então é possível compartilhar com todos do grupo ( http://www.ratp.fr/ ) fica um pouco mais barato do que a compra da unidade, cerca de 1,40 euros. Esse ticket não é válido para Versalhes. Nesse caso é preciso comprar um de 7,50 euros.

Ainda sobre os metrôs, em algumas estações é necessário apertar um botão localizado na porta, para que a porta abra, do contrário ele vai parar, mas não vai abrir.

Em algumas linhas há fiscais do metrô pedindo os tíquetes, principalmente em Montmartre, por isso mantenham com vocês os tíquetes usados. A multa pode chegar a 50 euros caso você não apresente, e o constrangimento é enorme.

Sobre os parisienses: não estão ligados às tecnologias como nós aqui, e se orgulham disso, (eu também me orgulharia, até os invejei, pra dizer a verdade), é comum ver um parisiense esticado nos parques ou nos metrôs, nas filas, nos restaurantes e em TODOS os lugares lendo seus livros e tomando um vinho (PERFEITO né?!).

Por essa razão pedir a senha do WI-FI é um pouco embaraçoso. Nos 2 primeiros dias pedimos, eles riam e falavam: é mesmo necessário?! Depois vimos que estavam certos, não era tão necessário assim.

Eu não posso deixar de mencionar o quanto os franceses são educados. Sempre ouço de muitas pessoas a conversa de que eles não falam inglês e são mal educados. Isso é mito! Não falar inglês pode acontecer, assim como no Brasil, mas para ser muito bem tratada basta apenas um bonjour e um sorriso. Com isso eles se esforçam e te ajudam no que for preciso. Recebi ajuda até quando não estava precisando, achando-os bastante solícitos. Vale a pena também estudar um pouco do cardápio em francês, embora encontramos menus em inglês na maioria dos lugares.

DIA 1 – sábado

Saímos bem cedo e começamos o dia pelo marco zero de Paris, onde a cidade surgiu. Descemos na estação St Michel de metrô, e demos de cara com Ilé de la Cité, St Chapelle e Catedral de Notre Dame. A St Chapelle logo cedo já estava com fila e havia uma exposição iniciando naquele dia. A Notre-Dame impressiona pela data de sua construção – 1163, e é linda! Como era um dia de sol e não tão calor, devido ao outono, fomos caminhando pela margem esquerda do Sena e chegamos na Torre, a tempo do nosso almoço já pré agendado para às 11h45. Compramos o almoço com antecedência para evitarmos fila gigantesca para subir. O valor foi 45 euros: incluindo a subida, uma entrada + prato principal, ou prato principal + sobremesa com uma bebida: água, refrigerante, cerveja ou vinho. Valeu a pena para evitar a fila, mas a comida era do tipo express, você mal pedia e eles já estavam servindo. Veio fria e sem gosto! (se considerar que a subida na torre até o 2º andar custa 11 euros, o almoço “sem fila” e com bebida custou 34 euros). A vista da cidade do restaurante 58 é linda. Como chegamos no horário, nos colocaram na melhor mesa.

Ao descermos ainda paramos em TROCADÉRO para ver a torre mais de longe. Muito perto é impressionante pela imponência, mas também tem muita gente. A torre é o monumento pago mais visitado do mundo e em minha opinião o mais lindo também. A praça é super agradável e gastamos um tempinho ali…

Dali pegamos o metrô e em poucos minutos descemos em Montmartre.

Em Montmartre utilizamos um dos tickets de metrô para subir de funicular, já que tínhamos caminhado muito de manhã. Mas se estiver com mais tempo e com disposição suba os 300 degraus devagar e contemple o pôr do sol das escadarias.

Ao sair da igreja ficamos algum tempo caminhando pelas ladeiras de Montmartre. O bairro é cheio de bares e restaurantes, a praça dos pintores era uma referência que eu tinha desde criança, ela estava retratada num quadro que minha mãe tinha na sala. É super gostoso tomar um drink ou petiscar por ali.

Descendo uma das ruas pra chegar no famoso Moulin Rouge, passamos pelo Café Deux Moulins, famoso pelo filme Amelie Poulain. Se você gostou do filme como eu, a parada para a foto é obrigatória! Dei uma espiada no cardápio e havia mais opções de doces do que salgados e naquele momento não era o que procurávamos.

Ao cair totalmente à noite, fomos até St Germain Des Pres/Quartier Latin. O bairro vale a visita mesmo se não quiser jantar. Recomendo ir ao final da tarde, passando pelo Jardim de Luxemburgo, Panthéon e com parada no famoso Café de Flore.

DIA 2 – domingo

Palácio de Versailles. (Escolhemos esse dia porque às segundas o Palácio está fechado, e pela previsão no domingo faria sol o dia todo, bem mais interessante visitar o jardim com sol).

Fomos no esquema de FAÇA VOCÊ MESMO. Pegamos o RER de 7,50 euros ida e volta, descemos na estação Versailles Rive Gauche e optamos pelo tíquete completo: JARDINS + CASTELO + GRAND TRIANON + DOMAINE DE MARIE ANTOINETTE por 25 euros (já incluso áudio-guia) e pagamos à parte o trenzinho para chegar ao Trianon e Domaine. Foi muito válido, porque levamos o tempo que desejamos. Chegamos às 11h a tempo do Show das Fontes, por isso começamos pelo jardim e saímos de lá às 17h. Foi uma ótima opção começar pelo jardim, porque às 11h a fila para o Castelo era gigantesca e quando terminamos os jardins, já havia encerrado a fila do castelo. (Obs.: O Show das Fontes trata-se do momento em que todas as fontes do jardim são ligadas e toca música barroca. Consulte sobre o show noturno, luzes e fogos).

Fizemos esse esquema e aproveitamos bastante, mas acho que para visitar a fundo, quem realmente gosta de história, é super válido pagar por uma excursão com guia, e não perder nenhum detalhe!

DIA 3 – segunda

Museu do  Louvre. Acordamos bem cedo, descemos na estação CARROUSEL Du Louvre. Às 08h40 já estávamos lá na fila da entrada. A fila era pequena e conseguimos visitar as “queridinhas”  Monalisa e Vênus de Milo, sem tanto assédio. O Museu estava vazio nesse horário e foi ótimo, tendo visto as preferidas tivemos calma para visitar a parte Egípcia. Às 12h deixamos o Louvre e o Museu estava completamente lotado. Então um bom conselho é ir na hora que ele abre.

Como não poderia deixar de ser, saímos com fome e almoçamos ali mesmo nas imediações do Museu. Um fato interessante de Paris é que os valores dos pratos não têm grandes variações independentes da região que se está. Um prato bem servido de Croque Madame ao lado do Louvre acompanhando uma salada custa 10,50 euros, como em todo lugar.

Almoçadas, fomos caminhando todo o Jardim Tuileries, parando em um dos cafés para um sorvete. Depois de uma longa caminhada, chegamos ao Arco do Triunfo (embora cansativo, vale a pena!). O Jardim é lindo, e caminhar pelas Champs Élysées é maravilhoso! Como era final de tarde, subimos no último andar da Galeria Lafayette para ter uma bela vista da Torre e jantamos no bairro Opéra. Um detalhe sobre os jantares: é comum, ao pedir vinho, vir uma garrafa de água acompanhando, o que é bem válido já que em muitos lugares a água tem o mesmo preço do vinho!

DIA 4 – terça

Á bientot Paris! Partimos de trem da estação Gare de Lyon para Aix em Provence (Cidade das Águas). A cidade é lindinha! A Cours Mirabeau (principal rua) é onde há a concentração de bares e restaurantes, e fica lotada de estudantes, já que é cidade universitária.

Como queríamos conhecer um pouco da Provença, optamos por nos hospedar ali, e valeu a pena. O clima da cidade é super gostoso. As ruelas, os cafés, as lojinhas, em todos os lugares as pessoas se esforçam para falar inglês e atender maravilhosamente bem. É agitada pelos estudantes e bem atraente para os românticos.

Para quem gosta de doce, uma vez em Aix, não deixe de provar o doce da cidade, chamado Calisson. Eu comi, mas como sempre gostei mais dos macarons.

Imperdível em Aix é a feira às quintas-feiras de manhã, na Cours Mirabeau! É uma feira de flores, alimentos e artesanatos.

(Preciso fazer um parêntese: viajar de trem pela Europa, pela Rail Europe, é uma experiência muito agradável! Trens novos, muito confortáveis, inclusive na 2ª classe, não tem serviço de bordo, mas tem o COACH lanchonete, com preços similares aos preços em terra. A velocidade de quase 300 km/hora não é notada, em 3 horas rodamos 760 Km.)

Percebemos uma diferença entre o trem na França e na Itália: o atendimento na França é melhor, os trens mais bem cuidados, mas em ambos fizemos ótimas viagens.  Na ordem prática o que tenho para dizer é que o sistema é todo de AUTO-ATENDIMENTO, ou seja, não espere que vá ter um local de atendimento ao cliente. Se você estiver com um voucher e não um e-tkt, ao chegar à estação você deve procurar uma das máquinas Rail Europe e trocar pelo seu bilhete. Ao entrar no trem, ninguém te aborda, você carrega sua mala, coloca num dos espaços para mala e ao longo da viagem um agente da cia. passa para verificar seu bilhete.

*Se o seu bilhete já estiver com código de barras, não é necessário trocar, pode embarcar com ele mesmo.*

DIA 5 – quarta

(Locamos um carro antecipadamente, ainda no Brasil e garantimos um bom preço na locação).

Partimos de carro, pela rodovia já que não conhecíamos outra estrada, seguimos o GPS, e em cerca de 1h estávamos em Avignon, cidade que foi residência dos papas da Igreja Católica por muitos anos no século XIV. Lá visitamos o Palais dês Papes. Muito interessante a visita, ao custo de 14 euros o ingresso completo (castelo + ponte) + 4 euros pelo áudio-guia.

A cidade é uma graça, a praça central cheia de restaurantes. Fica bem próxima aos Palais, por isso deixamos o carro lá mesmo e caminhamos a pé. É também uma ótima opção para hospedagem, muito parecida com Aix, porém maior.

Após o almoço, seguimos para Chateauneuf du Pape. Para os conhecedores e amantes de vinho, com certeza é um destino que se ainda não estiveram, será um dos seus próximos roteiros.

Eu só entendo de degustar sem ir muito à fundo, mas sabia que era uma cidade com vinícolas, degustação dos vinhos, que os papas certamente bebiam na época em que residiam ali.  A cidade, como não poderia deixar de ser, é uma graça! Paramos em algumas adegas, curtimos o final de tarde por ali, mas eu recomendo chegar mais cedo para fazer o percurso das vinícolas, era nossa intenção mas a gente sempre encontra algo no meio do caminho que felizmente nos atrasa. E assim fomos seguindo sem pressa, retornamos a noite para Aix en Provence.

A Provença é muito famosa pelos seus campos de lavanda, que estão floridos durante o verão. Como estávamos no outono, não fomos até os campos, mas em todo o comércio da região, a lavanda é a estrela!

DIA 6 – quinta

Au revoir Provença! Com um gostinho de quero mais, seguimos de carro para a Côte D´Azur (Costa Azul), pois nosso destino era Nice. No caminho, paramos em Saint Tropez, Cannes e Mônaco. St Tropez e Cannes são cidades só para dar aquela passadinha, especialmente por não ser verão.

Quem nunca sonhou com um tapete vermelho? Pois se for pra lá, continuará sonhando (rs). O prédio do famoso festival de cinema é utilizado para outros eventos durante o ano, então muito provavelmente você não conseguirá ver nem o próprio prédio, coberto de tapumes e propagandas do evento que está acontecendo. Demos uma voltinha por ali, almoçamos muito bem, e pode acreditar, pelo mesmo valor que estávamos acostumadas a pagar no restante da França, cerca de 15 euros o prato.

Seguimos para Mônaco! A cidade é super “apertada” entre a encosta e o mar, totalmente íngreme e com trânsito que é uma loucura, mas é muito bem cuidada e é linda! Parece coisa de cinema mesmo, mas como o glamour não é propriamente a nossa praia, seguimos viagem para o destino: Nice!

DIA 7 – sexta

Nice – passamos o dia todo em Nice, o dia estava ensolarado, convidativo, e o Mar Mediterrâneo ainda mais azul. É a segunda cidade mais visitada da França, um ponto estratégico para quem quer explorar a Riviera Francesa, tem um ótimo custo benefício, e por isso é tão procurada. Dali, o acesso para as vizinhas Mônaco, Eze, Grasse, Cannes, Antibes e St Tropez é muito fácil, de carro, ônibus ou trem.

A ideia era curtir a cidade, acordamos bem cedo, devolvemos o carro e ficamos a pé, caminhamos pela Promenade dês Anglais, fomos ao mercado de flores e frutas, cidade Velha, Chateau da Colina, Praça Central.

A cidade é linda! A praia não é de areia e sim de pedras, é comum utilizarem sapatilhas para entrar no mar, e os restaurantes subterrâneos dali montam uma estrutura para quem quer passar o dia, cobrando uma taxa de uso + o valor da refeição.

Nós optamos por almoçar à beira mar, porém do outro lado da avenida, com uma vista maravilhosa. E com 16 euros comemos: prato principal, sobremesa e uma taça de vinho!

Se estiver nas imediações da Promenade, não precisa de carro, você consegue ir à esses pontos a pé, e o táxi não é caro.

À noite há uma grande concentração de bares e Pubs em Vieux Nice, vale a pena!!!

DIA 8 – sábado

Hora de nos despedirmos da França! Acordamos bem cedo e pegamos o trem para Milão, ele segue pela Costa então recomendo sentar do lado esquerdo do trem para ter uma bela vista do Mar Mediterrâneo.

Chegamos na hora do almoço em Milão, estávamos bem próximas da estação Milano Centrale (em casa de amigos) e  já saímos para a região do Duomo para almoçar. Fizemos apenas uma parada em Milão para deixar a mala grande e seguir com mala de mão para Verona e Veneza, aproveitando que não pagaríamos hospedagem, mas caso queiram fazer essa mesma viagem, podem optar por deixar a mala em um dos lockers da estação Milano Centrale:

Horário de funcionamento – Todos os dias das 6h às 23h

Preço

€ 6,00 – para as primeiras 5 horas
€ 0,95 – para cada hora suplementar a partir da 6° até a 12°
€ 0,40 – para cada hora após a 12°

Milão é um verdadeiro shopping aberto. Estávamos num sábado à noite em volta do Duomo, e haviam muitos italianos comprando nas grandes lojas de grifes da região, aliás, as ruas pareciam formigueiros! A Praça do Duomo estava hiper lotada, e ali percebemos a diferença: na França não vimos tanta gente, já na Itália, tinha gente do mundo inteiro, à propósito, muitos brasileiros também.

O tíquete de metrô funciona de forma diferente da França: precisa passar para entrar e para sair de cada estação, por isso não há possibilidade de comprar 10 tíquetes para usar em grupo, os tíquetes são individuais.

DIA 9 – domingo

Pegamos o trem (Trenitália) na estação Centrale em Milão às 8h (já havíamos comprado desde o Brasil) e seguimos com destino a Verona.

Chegamos à Verona e nos hospedamos no B&B Carmem, que fica na rua principal de Verona, bem próximo à estação Porta Nuova, estávamos com bagagem de mão, por isso seguimos a pé mesmo. Recomendo muito, o local é como um hostel, e a gerente é uma figura muito espirituosa e divertida. Chegamos cedo, antes do horário de check-in, por isso só deixamos a mala e fomos até a Praça do Coliseu, compramos o tíquete de 20 euros que permite visitar: o Museu, a Torre, o Coliseu e a Casa da Giulietta. Confesso que achei um pouco caro pelo o que oferece, mas subir na Torre e ver a cidade de lá de cima valeu a pena, e a casa da Giulietta também.

Enfim ITÁLIA, prepare seu bolso! Tudo é mais caro comparando à França, estávamos gastando de 10 a 14 euros para almoçar, na Itália gastamos entre 18 e 20 euros numa pizza!

Para quem procura um Romeu, aproveite para deixar a sua cartinha. A caixa de correio fica dentro da casa da Giulietta, e você pode também falar com a Giuletta por email se preferir (hahaha), existe uma equipe para responder todas as cartas e emails (ou não todos, mas não custa tentar, rs). E para dar sorte no amor, não se esqueça de pegar no seio esquerdo da Giuliletta na porta da casa dela. Para isso terá que enfrentar uma multidão, uma filha enorme, tirar uma foto torta… mas o amor não é fácil mesmo, né?! (hahaha)

E como os direitos são iguais, quem estiver à procura da sua Giulietta, pode visitar a casa do Romeu também! Acabamos não indo, mas a gerente do B&B Carmem disse que vale a pena!

Passamos a noite em Verona, normalmente eu costumava vender pacote somente de passagem pelo local, já que a preferência é sempre Veneza, mas me encantei com a cidade e recomendo a estada! À noite a praça principal fica lotada, as lojas de grife ficam abertas até tarde como em Milão (o apelo comercial é muito grande nas duas cidades), jantar ali é muito agradável, e de repente você pode ser surpreendido por uma cantora de ópera no meio da praça, que ecoa feito um teatro mesmo. Arrepia!

DIA 10 – segunda

Pegamos novamente o Trenitália (também comprado com antecedência), para passarmos o dia todo em Veneza. Partimos às 08h21, esse trem era universitário e estávamos em uma segunda-feira, ele lotou de universitários que o utilizam para Pádova, alguns tiveram que ficar em pé. Quando chegamos, não perdemos muito tempo, já fechamos um SIGHTSEEING por 20 euros. Era um Vaporetto Hop on/Hop Off que compensa muito, porque os transportes para a Praça São Marcos custam 7,50 euros cada trecho.

Com o passe, podíamos parar em 5 pontos, incluindo Murano.

A cidade me surpreendeu (é lindaaa!), pena ser tão lotada. Devido o movimento e as filas gigantescas na Praça São Marcos, optamos por uma praça bem afastada para almoçar, e fomos muito bem atendidas, e o preço também é melhor, 15 euros por pessoa por 2 pratos, em um vinha massa, e no outro uma carne com + 1 guarnição, não serviam juntos, somente um depois o outro (jeito estranho de servir, mas pra quem tem fome vale a pena).

Você já deve ter ouvido que o melhor a ser feito em Veneza é se perder pelas ruelas, então vá com tempo! Cada esquina é um cartão postal diferente e encantador, os canais são limpos e não cheiram mal (alguns clientes reclamam do cheiro no verão, mas no outono não tem nada disso).

Para mim foi um surpresa muito boa. Não me hospedei, mas recomendo ficar bem próximo da Praça São Marcos, ainda que custe mais caro, pois as ruelas afastadas são muito desertas a noite. E não recomendo ficar em Veneza Mestre e viajar toda noite, o custo dos transportes são altos, não vale a economia na hospedagem.

A previsão era de muito frio em Veneza, mas o sol saiu e o dia foi maravilhoso!

Por volta das 20h pegamos o trem e retornamos a Milão.

DIA 11 – terça

De volta à Milão, esse dia deixamos em aberto e foi a nossa sorte, pois fez muito frio e choveu na região toda. A nossa ideia original era ir para o Lago de Como e deixar o último dia (dia do retorno ao Brasil) para conhecer Milão, porém devido ao clima invertemos e foi perfeito!

Saímos de casa por volta das 10h, e mesmo com chuva fina, fomos andar por toda a cidade: DUOMO, Castello Sforzesco, e encerramos a noite no boêmio bairro Navigli. Estávamos a pé e o bairro é afastado, então fomos de táxi.

Milão é uma cidade linda, está para os italianos assim como São Paulo está para os brasileiros, as pessoas correm muito, sem tempo para nada! Almoçamos em um restaurante executivo, tipo Avenida Paulista. À noite, em Navigli, começa cedo e termina cedo, também. Notamos que não haviam muitos turistas, eram mais as pessoas que saem do trabalho para um Happy Hour.

DIA 12- quarta

Acordamos cedo em Milão, fomos até a estação Centrale meio sem rumo, olhamos a previsão e estava sol em Como. No guichê da Trenitália, tinha trem saindo de manhã para lá, ida e volta por cerca de 15 euros, então partimos!

Ao chegar, já tive uma impressão diferente: a estação era extremamente limpa e o atendimento excelente! Já que precisávamos de informações, porque não havíamos programado essa parte da viagem, me encantei de cara!

Com uma curta caminhada chegamos ao lago e compramos o funicular para subir e ver a cidade do alto. Almoçamos lá em cima, curtimos a paisagem, descemos em tempo para tomar um gelato e voltar para Milão.

Nossas malas ficaram no locker da estação, quando chegamos no Milano Centrale, bem no finalzinho da tarde, já pegamos um trem para Malpensa, para voltar ao Brasil.

Trocando em miúdos…

França

Embora eu estivesse com foco na França, foi maravilhoso ter essa oportunidade de, numa mesma viagem, ver o contraste entre um país e outro. França com lugares maravilhosos, as pessoas muito educadas, para o francês é muito nítido a máxima: “Seu direito termina quando começa o do outro”! Há muito respeito de espaço, de silêncio, se você os aborda com educação terá de volta a mesma educação, me senti muito bem em todas as cidades que visitei, não tive um problema sequer. O conjunto todo: lugares, história, gastronomia e receptividade, educação e cultura, somados, tornaram a viagem inesquecível.

Não mencionei no blog todo, mas a questão dos refugiados é algo que toca muito. Famílias inteiras com crianças pequenas estão morando nas ruas de Paris, embarcando nos trens, sem destino, esse é um problema muito sério que eles enfrentam não é de hoje! É triste. Comove. Não dá para passar batido e não se questionar sobre as guerras civis e o que aquelas pessoas tiveram que enfrentar para chegarem até ali, mas turismo é isso, não apenas tirar uma foto bonita frente a um lindo monumento, mas também abrir seus olhos para o mundo!

Norte da Itália

Se já estávamos encantadas com as belezas da arquitetura das cidades que visitamos na França, nossa rápida passagem pelo norte da Itália vem provar o quanto o país é superior nesse quesito. Tudo é maravilhoso: as igrejas, praças, lagos, muito encantador, e olha que só passamos por ali. Sem dúvida, ficamos com vontade de voltar e explorar mais regiões da Itália.

A Itália me encantou aos olhos, mas o coração ainda é francês! <3

 

Sobre o autor
Claudia Vendramin - Turismóloga, Consultora de Viagens, amante de destinos culturais e ecológicos e atualmente Sócia Proprietária da Almanaque Viagens.

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